Violência psicológica representa 90% dos atendimentos do Click Delas, canal de medidas protetivas da Defensoria

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Dados revelam que a violência psicológica é a agressão mais recorrente sofrida por mulheres atendidas pelo canal online da DPES, que oferece orientação jurídica e pedidos de medidas protetivas de forma rápida e segura.

A violência psicológica continua sendo a forma de agressão mais presente entre as mulheres que procuram ajuda da Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES). Dados do painel interno de atendimentos da ferramenta Click Delas mostram que 90% das mulheres atendidas relatam sofrer violência psicológica — que, na grande maioria dos casos, vem acompanhada de outras formas de agressão.

No dia em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, os dados da Defensoria dialogam com o cenário observado em todo o Espírito Santo. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, o Estado registrou 2.327 ocorrências de violência psicológica contra mulheres em 2025, um aumento em relação aos 2.128 casos contabilizados em 2024.

Os números reforçam uma realidade silenciosa: antes das agressões físicas, muitas mulheres convivem diariamente com ameaças, humilhações, controle, manipulação e isolamento impostos pelo agressor. Por não deixar marcas visíveis, a violência psicológica costuma ser mais difícil de identificar e denunciar, embora possa causar consequências profundas para a saúde mental, autoestima e autonomia da vítima.

Tipos de violência psicológica e o ambiente digital

Prevista na Lei Maria da Penha, a violência psicológica acontece quando o agressor adota comportamentos que afetam a saúde emocional, a liberdade e a autonomia da mulher.

Entre os principais sinais estão:

  • Humilhações constantes, xingamentos e desqualificação;
  • Ameaças contra a mulher, filhos ou familiares;
  • Controle sobre roupas, amizades, trabalho e redes sociais ou celulares;
  • Isolamento da família e dos amigos;
  • Perseguição, monitoramento e assédio virtual e presencial;
  • Chantagens emocionais e manipulação para provocar culpa ou medo.

Vale reforçar que a violência psicológica também ocorre de maneira digital, por meio de perseguições em redes sociais, mensagens intimidadoras, controle de aplicativos de mensagem, invasão de contas e exposição não consentida na internet.

Para a coordenadora de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, a defensora pública Fernanda Prugner, a violência psicológica costuma ser o primeiro sinal de um ciclo que pode evoluir para agressões ainda mais graves.

“Na maioria dos casos, a violência física não é o primeiro episódio. Antes dela, existe um processo de controle, manipulação, intimidação e destruição da autoestima da mulher. Muitas vítimas demoram a reconhecer que estão vivendo uma situação de violência justamente porque essas agressões são naturalizadas nas relações. Por isso, identificar esses sinais precocemente é fundamental para interromper esse ciclo e preservar vidas.”

Segundo Prugner, reconhecer esses comportamentos é o primeiro passo para romper o ciclo da violência.

“A violência psicológica faz a mulher acreditar que ela é culpada pelo que está vivendo ou que ninguém vai acreditar nela. Esse processo enfraquece sua capacidade de buscar ajuda. Quando ela consegue acessar a Defensoria Pública, encontra acolhimento, escuta qualificada e orientação para compreender que existem direitos e mecanismos legais de proteção.”

Canal de atendimento online dedicado às mulheres

Se você estiver passando por algum tipo de violência física ou psicológica vinda do (a) parceiro (a) ou de quem mora com você, acesse o Click Delas. 

Aperte aqui para acessar o Click Delas

O Click Delas é o canal de atendimento online da Defensoria Pública criado para facilitar o acesso à Justiça e reforçar a proteção a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 

Sem precisar sair de casa e sem a necessidade de boletim de ocorrência, a mulher pode solicitar orientação jurídica especializada e pedir medidas protetivas de urgência. O retorno da equipe do Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) ocorre no dia útil seguinte ao cadastro.

A ferramenta é voltada a qualquer mulher em situação de violência física ou psicológica, independentemente da renda. 

O serviço é ideal para quem enfrenta dificuldades no atendimento presencial — seja por vergonha, medo do agressor, dependência financeira ou falta de rede de apoio —, oferecendo escuta humanizada, sigilo e encaminhamento para outros órgãos da rede de proteção, quando necessário.

Como buscar ajuda 

O Click Delas é uma porta de entrada acolhedora para mulheres, mas é fundamental saber qual canal acionar em cada momento:

  • Em caso de emergência ou risco imediato: Ligue para o 190 (Polícia Militar).
  • Para denúncias e orientações gerais: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

Para acolhimento, atendimento jurídico gratuito sigiloso e Medidas Protetivas: Utilize o Click Delas. É a alternativa ideal para quem busca orientação e proteção legal em um ambiente de respeito e sem burocracia.

  • Acesse: www.defensoria.es.def.br.
  • Canal da Mulher: Clique no banner do Click Delas
  • Relate sua situação: Preencha o formulário com o máximo de informações que puder. O envio é totalmente sigiloso.
  • Aguarde o contato: Uma equipe especializada da Defensoria entrará em contato (pelo meio sugerido pela mulher) para oferecer o suporte jurídico necessário no dia útil subsequente ao preenchimento do formulário.

Informação à Imprensa

Comunicação da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo
Francine Leite | Alexandre Souza | Victorhugo Amorim
Contato: (27) 99749-6345 | (27) 3198-3300
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